terça-feira, 24 de julho de 2012

Devaneios em um tempo que não passa


Parar, olhar e perceber o quanto as coisas podem mudar em tão pouco tempo. Esse é um daqueles momentos assustadores da vida. Inevitável, uma hora tinha que acontecer. Aconteceu. Parece que em cinco segundos, sentada no meu sofá, revivi momentos pesados, questionei minha postura do passado, e confrontei minha postura do presente. Mudei. Para melhor? Para pior? Preciso pensar sobre isso. 

No fundo sei que sou a mesma. Mas ando confundindo sinais de maturidade com covardia. Eu era intensa, hoje sou ponderada. Mas aí, reflito sobre algumas atitudes e vejo que não, não sou ponderada. Porque qualquer outra pessoa com um nível mínimo de ponderação não iria. Eu fui. Acontece que a Gabriele do passado também iria, mas a postura dela seria outra. Antes era só intensidade, hoje penso. 

Estou nostálgica. Com saudades de um tempo em que eu não tinha aula, e voltava para Maringá só para festar. Uma liberdade impagável que foi arrancada de mim por histórias mal resolvidas. Histórias que não tenho culpa de ter vivido. Estou meio traumatizada e tenho dificuldade de conviver com pessoas feias. Eu não era assim. E quando digo feias quero dizer pessoas que valorizam tudo, menos o cérebro. Sinto preguiça. 

'As paixões vem para te preparar para o amor'. E por algum acaso os devaneios vem para te preparar para lidar com a vida real e com seus próprios defeitos? Com uma licença poética digo é mais dificil depois que você enxerga os próprios defeitos. 

Alguém, pelo amor de Deus, me diga que hoje já é Novembro e eu já posso voltar! 

Nenhum comentário:

Postar um comentário