"Na mudança de postura a gente fica mais seguro.
Na mudança do presente a gente molda o futuro."
Mudança de postura? Minha postura mudou, literalmente. O problema é que mantê-la no eixo significa deixar a coluna eréta. É assumir meus 1,80m. Sou quase do tamanho de um muro, difícil camuflagem. Apesar de tentar a mistura, me evidencio. Oi.
Falei, mas não disse nada. Afinal, do que trata esse post? Hoje não pretendo reclamar, mas talvez o faça [é da minha natureza]. Proponho uma reflexão sobre o imediatismo que nossos desejos imploram [talvez eu fuja do tema, há muito para ser compartilhado]. Por que não mudar o presente para moldar o futuro, como na canção? Aliás, tocou no rádio do meu carro esta manhã, enquanto eu corria já quarenta minutos atrasada para aula. Estudar letras é sinônimo de engolir sapos? De arriscar a vida no trânsito? Eu deveria dar um grito de horror, largar tudo, comprar uma Combe e escrever um livro. Pessoas com quem me obrigo a conviver estão no meu falido blog, mas jamais estarão no meu livro. Aproveitem esse espaço, fiquem, vai ter bolo! Mas cuidado, de boazinha só tenho a cara. E minhas receitas só não são piores que sua imagem no espelho.
Vamos nos confortar no clima de despedida, time! A mudança de cinco anos atrás moldou meu hoje. E quero fazer desse hoje diferente para que daqui a cinco anos eu possa reescrever. Ou, escrever emoções mais puras. Fazer dos meus desejos de agora bons em qualquer tempo. Querer sem deixar de aproveitar esse instante. Querer numa verdade tão cristalina que viva na ansiedade pelas próximas semanas. Querer sem me corromper por deformações.
Eu sofro do mal de acreditar nos seres humanos. Espertas são aquelas que sabem que qualquer mulher inteligente e com um pouco de sangue frio sempre conseguem o que querem. Meu sangue é quente demais. Sou a pessoa mais quente da face da terra. *balde de água fria*. Mas, tudo bem, hoje eu cantei The Doors, dancei no meio da rua, e já tenho um advogado a minha disposição. Em suma, o azar nunca foi meu. E é tão cedo que já é tarde demais.
Preciso me lembrar de começar a realmente ouvir o que as pessoas têm a dizer, e não fantasiar que elas estão querendo dizer outra coisa. Problemas de ordem semântica. Fecho os olhos e volto para a noite em que não ouvi, mas interpretei.
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