segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Para o "você" da minha vida ♥


Você é uma linda surpresa!
 
O mundo, ainda que ao contrário, parece conspirar por nós. Porque só pode ser ele o responsável. O mundo nos quis juntos quando colocou você numa moderna e minúscula possibilidade de contato. Na verdade, o mundo começou a nos unir quando o colocou naquele gramado, irradiando luz. E quando vi, poetizei. "Ah... se ao menos eu tivesse a chance". Quase senti que seria importante, mas não imaginei que teria toda a importância. E agora, com encanto, como dar o melhor de mim? Porque é só o que essa luz merece. Porque tenho o dom de reconhecer o valor das coisas, aquilo que se destaca. Você quebrou todas as expectativas antes mesmo de eu tê-las. Você é a personificação da palavra EXPECTATIVA. E você é o "você", o "ele", o "nós" de tudo o que escrevo, de tudo o que eu vivo e até do que não vivo. Gosto de você de um jeito egoísta. Quero guardar num lugarzinho onde só eu possa acessar. Ao mesmo tempo, quero gritar o quanto me orgulho e o quanto é bom ser sua. Então, pára de tentar me calar! Me deixa contar para todos, escrever um livro, pintar um quadro,  gravar um filme, fazer uma exposição com fotos nossas. Isso não acontece duas vezes... precisa ser eternizado em arte. Arte. É só o que precisamos fazer juntos. Você é tão certo que nos falta coisas erradas. Então, procuramos nas banalidades motivos para discutir. Nessas pequenezes eu sinto você me mandar embora. Mas, nunca vou deixar. Porque, segundo clichês, "entre tanta gente chata, sem nenhuma graça, eu encontrei você". Sempre vamos ser nós e já comprei armas, construí muros para nos proteger. Vou lutar contra todas ex-namoradas malignas. Sei que quer tanto quanto eu nos transformar em personagens. E esses personagens, um dia... [continua].

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

O mundo tem salvação

Um brinde a uma vida que sempre pode te surpreender!
 
Depois de passar loooongos dias reclamando, praguejando, desejando ter feito outra escolha. PLAFT! [onomatopéia que representa um tapa da cara da vida]. As brincadeiras de escolinha da minha infância começam a fazer sentido. Gostaria, mesmo, de compartilhar a alegria dessa tarde de sexta-feira. Hoje, eu e minha companheira maluquinha, ministramos uma aula linda. Tudo saiu como o planejado, e não consigo descrever a deliciosa sensação de observar aquelas cabeças doidas APRENDENDO. Eles aprenderam! Eles aprenderam! Eles aprenderam! *saltitando de felicidade*
 
E como se não bastasse essa conquista épica, descobri que um dos meus alunos tem um autógrafo ORIGINAL dos Beatles. Já posso chorar de emoção?
 
É... Pode ser que minha vida não tenha salvação... mas o mundo sim (:

terça-feira, 21 de agosto de 2012

E esse ciúme que bate no meu coração...


O método pelo qual me inspirei a escrever esse post foi extremamente didático. Quase uma sequência ensinada em cursinhos pré-vestibular: como escrever uma boa dissertação?  Aparece um tema, depois você faz uma pequena pesquisa intelectual, lê textos de outros gêneros na mesma temática, constrói sua opinião pessoal, escreve as ideais em tópicos e depois, finalmente, redige o texto.

Nas últimas semanas me apareceu um tema recorrente: o ciúme. Li uma reportagem sobre ciúme doentio como razão de crimes numa revista. Fiz uma pesquisa de opinião com algumas amigas da faculdade. Formei uma tese pessoal sobre como funciona o ciúme no mundo/o ciúme em mim. Escrevi tópicos mentais. E agora, afinal, redijo o texto.

Eu, Gabriele, sou uma ciumenta e não tenho vergonha de admitir. Não gosto, é claro, mas, também não me envergonho. A verdade é que o meu ciúme faz parte do conjunto. É uma peça fundamental, afinal me acompanha desde a primeira infância. As minhas barbies eram ciumentas [e até hoje não entendo porque, mas também eram lésbicas]. Sinto ciúme da minha mãe desde o útero. Sinto tanto ciúme do meu pai que quando criança tinha um pesadelo recorrente de que ele arrumava suas coisas e ia embora, optando por morar com sua outra filha [eu sou filha única!]. Na adolescência, comecei a sentir ciúme dos meus ídolos - "Eu sou Gabriele Johns porque gosto muito mais do Daniel Johns do que você", "Incubus é a MINHA banda preferida!". Foi então que o pior aconteceu: o meu primeiro namorado.

Estava plantada, então, a semente do ciúme amoroso. Hoje é uma flor negra, entre tantas outras mais bonitas, no jardim do meu coração. Especificamente no meu caso não consigo associar ciúme com falta de autoestima. Afinal, sempre tive uma excelente autoimagem e quase sempre um feedback positivo do mundão lá fora. Amorosamente, só não sinto ciúme quando não me importo. Tive muitos relacionamentos, mas só me apaixonei duas vezes: essa e outra. E de uma forma insana tenho menos razões, mas a intensidade desse sentimento é maior. Então concluo: Eu realmente me importo com você [no caso, o meu namorado]. Mais do que deveria, menos do que gostaria, me importo de uma forma gigantesca.

Mas, ciúme do que, afinal?
Nunca soube. E espero algum dia descobrir a resposta. Analisando racionalmente sempre dei mais motivos/fui mais motivo, do que tive motivos para o ciúme. Ainda assim, me acompanha constantemente. A verdade é que esse sentimento só habita corações ignorantes. Coisas acontecem independente dele. Coisas acontecem exatamente do jeito que são para acontecer. Sentir ou não sentir ciúme de uma pessoa não faz dela menos ou mais minha. Não é isso que faz uma pessoa permanecer. Ciúme parece corrente, mas é repelente!

Aprendo a lidar com ele, mas não pretendo viver sem. Por sua causa já vivi brigas homéricas que terminaram lindamente transbordas de um prazer infinito [hum, e isso é muuuuuito bom!]. Quando usado com maturidade, o ciúme é uma arma para o bem. Quando digo arma, digo proteção. Acho que vou registrar a idéia de produzir ciúme em frasco de inseticida... Seria um sucesso no combate as periguetes que no mundo de hoje se proliferam feito baratas!

Sinto ciúme de um jeito um pouco meigo, lúdico. Não sofro no plano da realidade, por isso não o vejo como razão de um crime. Já no plano das ideias... Quando imagino uma "barata" subindo pelo ralo do banheiro na casa do meu namorado agarro minha vassoura imaginária e esmago o seu corpinho até que toda aquela gosma verde seja colocada para fora. Ouço aquele barulhinho da asinha quebrando e a alma da desgraçada descendo para o inferno. Não era mais legal quando estava quietinha no esgoto? Pois é, nada de baratas por aqui!

A verdade é que quando se está num relacionamento que só valoriza o que há de melhor em você até o ciúme pode ser uma coisa boa. Tudo, o que há em mim, com ele, é uma coisa boa. Sinto ciúmes sorrindo, acordo de bom humor na TPM, cantarolo músicas melosas quando deveria estar em silêncio, sinto vontade de dançar na chuva, plantar uma árvore, escrever um livro, ter um filho... só falta me dar mais sorte no truco (:
É, perdi o foco por um momento, voltando...

Manchete: "Jovem atira em adolescente por ciúmes da ex-namorada". Triste. Na minha vida só tem lugar para notícias como: "Jovem ataca namorado... com beijos", "Guerra de travesseiros deixa namorada sem ar por três segundos", "Com ciúme do vizinho, namorado resolve convidar a companheira para morar com ele". E que os outros sentimentos do meu coração não fiquem com ciúme, outro dia eu também disserto sobre eles.  

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Gabriele está OFFLINE


Eu só queria contar que estou emocionalmente travada, dessa forma não consigo escrever. Já tentei, não sai nada, nem um bilhete, nem uma lista de supermercado. 

Também gostaria de lembrar que sou uma pessoa que faz escolhas erradas desde sempre. 

- Ora por mim?
- Já faço isso todas as noites. 

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

O sensato reflete, O sábio duvida, O ignorante compartilha suas dúvidas e reflexões


Pode seguir a tua estrela, o teu brinquedo de 'star'
Fantasiando um segredo no ponto a onde quer chegar 
O teu futuro é duvidoso eu vejo grana, eu vejo dor                                                       
No paraíso perigoso que a palma da tua mão mostrou 
Quem vem com tudo não cansa!

Cazuza, meu bem, você realmente sabe das coisas (;

Vivi a semana atormentada por uma dúvida. Passamos tanto tempo juntas, nos tornamos tão íntimas que resolvi nomeá-la de Martelada. Cada vez que surgia, nas horas mais inoportunas, funcionava mesmo como uma Martelada gigante no meu cérebro. Ser ou não ser, eis a questão. Ir ou ficar, eis a questão. Ó dúvida cruel. Ó dúvida sem jeito. Ó grande e divina Martelada!

E como se não fosse atormentação suficiente, beirando o fim da semana, surge uma dúvida em outra pessoa. E não suficiente em também duvidar, o individuo faz questão de compartilhá-la comigo. Calma aí, rapaz! Eu já tenho minha Marteladinha, fique você com a sua. Se ainda fosse uma dúvida coerente, produtiva, mas não. Enfim, não poderia esperar nada de diferente de você. Estou rindo antecipadamente da síncope nervosa que você sofrerá ao ler esse post. E o mais legal é que vou projetar uma nova dúvida: "Será que isso é uma indireta para mim?".

Indireta, não. É uma direta das mais certeiras. E dessa vez é para você. Porque graças ao seu narcisismo acordei de muito bom humor. Dormi rindo, acordei gargalhando. As pessoas ficam perdendo tempo assistindo vídeos de StandUp e repetindo memês, sendo que a coisa mais engraçada do mundo é ver um ser humano se auto humilhar a troco de nada. A verdade é que "se o cara nasce mané, cresce mané, morre mané... OH OH OH". Não lembrava da sua existência até o instante do compartilhamento da dúvida. Salvo os momentos em que minha amiga usava seu nome como exemplo comparatório para outras pessoas bizarras e decepcionantes. A verdade é que você virou uma espécie de parâmetro. Sempre sendo menosprezado por outros nomes tão desimportantes quanto. Mas, foi divertido. E também consigo compreender que ao passar tanto tempo falando sobre mim, você espera que eu também fale sobre você. Seu pedido é uma ordem! Sempre admirei sua inteligência, apesar de ser bem mal aplicada. Aproveito o momento para dizer que não, você não é tão bom quanto diz, você não tem tantas coisas quanto diz, você não é um partido alto. Você é um cara do interior. E caras do interior jamais serão convidados para a minha vida na cidade grande. Não sofra. Pelo menos você sabe traduzir Psycho Killer, eu não.

Muito muito muito muito melhor
Fu fu fu fu fu fu fu fu fugir

É tão triste não saber se divertir.

Mas, voltando ao que realmente importa [no caso, qualquer outra coisa no mundo], a tal da dúvida da semana. Para saná-la realizei inúmeros testes: 'se eu olhar no relógio e o último número for ímpar, vai dar certo!', 'se meu telefone apitar nos próximos cinco minutos, vai dar certo!', 'se chover sapos, vai dar certo!'. Enfim, sofri de ânsias da ansiedade. Até que, milagrosamente, veio a lucidez. Jamais saberei se vai dar certo, se vai ser bom, se essa é realmente a minha vontade, se as expectativas serão alcançadas, se as primeiras emoções realmente já foram consumidas, etc, etc, etc, se eu não fizer. A dúvida só vai embora depois da experiência. E honestamente, não tenho certeza absoluta se estamos lidando com uma dúvida, embora eu até tenha dado um nome para ela, enfim. Ou, se é mais uma espécie de 'coisa que eu quero muito, mas estou insegura e com a sensação de que alguém utopicamente/teoricamente perfeito está aprontando uma para mim'. [Será que isso é um sinal de que ando sendo muito maltratada pela vida, ou o extremo oposto? - Fica aí uma outra dúvida para a próxima semana] Não seria a primeira vez que a sociedade sambaria na minha cara, mas vamos lá. Me deixa tentar, me deixa descobrir. Só quero compartilhar alegrias [não é só o que eu quero, mas faz de conta]. Não é atoa que estou cantarolando essa música. Me deixa, vai. Me deixa seguir a tua estrela, a minha estrela, o nosso brinquedo de 'star'.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Um texto para ser enterrado no jardim


Se você resolver me cobrar direitos autorais pelo uso da sua imagem vou ter que vender um rim para o mercado negro. O que me lembra  nosso acordo de trocar de nome e morar no Paraguai. [Na minha imaginação os melhores mercados desse tipo estão lá]. Já está cultivando o seu bigode, um excelente disfarce. E eu, pronta para uma performance de "I want you (She's so heavy)". É só o que precisamos, afinal. É só o que sabemos fazer: Não ser nós mesmos quando estamos juntos.

Ah, quando estamos juntos...
Estamos no lugar certo. Nós. Tento disfarçar a cor dos meus olhos. Você percebe e sabe que precisa mudar alguma coisa, o time já não está ganhando. Então, você me propõe um lar. Um lar! Precisamos de um jardim onde eu possa enterrar as velhas mágoas. Só você não percebe que fica mais bonito quando está ao meu lado. Tenho fotos para provar! Elas estão na mesma caixa das mágoas, e se não forem colocadas em porta-retratos na nossa estante, serão adubos do jardim. Longe de mim a expressão do seu rosto se torna tão comum. Continua um errante, um típico errante, mais um.

E você... sinto prazer só de pensar na sua existência. Minha insanidade agradece. Nos momentos de ócio não me incomodo em recordar as situações que provocaram nossos risos. Até parece que o tempo não passou, mas passou rápido demais. E reafirmo que a maior alegria daquela sexta-feira não foi tê-lo descoberto, mas compartilhado da minha coragem. Você é grande, maior do que o Universo. A parte triste é que está preso na sua própria liberdade. Sou livre, sou livre, sou livre... Enclausurado na necessidade de estagnar-se nessa afirmação. Os livres, são. Os medrosos, mentem que são. O conheço como a palma da minha mão. Um ponto de interrogação em negrito ?. Seus olhos são mais bonitos que os meus, ainda que os meus sejam lindos. Sua boca é a entrada de um labirinto, ainda que a minha seja a perdição. A cor da sua pele, o seu cheiro, sua risada, seus dentes, os dedos da sua mão, o formato das suas costas, o seu cabelo. Minuciosamente criados para combinarem comigo. Você é uma grande parte de mim, e se eu pudesse mudar isso, [não] mudava.

E apesar de tudo, não estou declarando que sempre estarei ao seu lado. Mesmo porque eu já fui embora. Mas, eu sempre volto só para falar mais uma coisinha que esqueci de dizer naquele outro dia, semana passada, anteontem, ontem, a duas horas atrás. Já tivemos pelo menos umas duzentas últimas conversas. Para nós, nunca haverá um último. Tudo pode acabar... as ilusões permaneceram.

Assistindo ao filme do The Doors pensei "Como Pamela suportava viver ao lado de uma criatura como Jim Morrison?". Considerando as devidas proporções eu a entendo. Você não é genial e nem tão louco quanto ele. Mas, assim como ela, penso em formas de te matar, sinto vontade de ameaçá-lo com uma faca, de gritar mais alto que o céu, de bater na cara de todas as outras mulheres com quem você já esteve e dizer que “você jamais as amará como ama a mim”. E se você me perguntar se eu morreria por você... Eu diria que posso até tentar segurar a sua mão, mas que eu quero viver. E viver muito bem sem sua presença. Nem que seja só pelo sabor da vingança de ser, enquanto você não é. Porque você só É enquanto eu quiser que você seja. Você só existe enquanto eu pensar, escrever e voltar para termos uma última conversa. 


Now, I'm gonna love you 'Til the heaven stops the rain.
I'm gonna love you 'Til the stars fall from the sky for you and I.







segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Você sabe né...


The following story is fictional and does not depict any actual person or event. 

Quero contar para todo mundo quantas vezes eu pedi para você ficar. Pedi, implorei, mas jamais falei. Então, num momento em que as coisas já estavam entregues para a extrema falta de solução, falar me pareceu a menor das dificuldades. Só que não foi o literal e sim um argumento que teoricamente o faria ficar: Você sabe né... Que eu sou completamente apaixonada por você! 

Como quem diz:

Você sabe né... Que a temperatura mínima é de 12º;
Você sabe né... Que formações silábicas com travamento geram variações linguísticas;
Você sabe né... Que uma BIC Cristal custa R$2;
Você sabe né... Que 'rotatória' em Maringá é 'redondo';
Você sabe né... Que sol e chuva dá em casamento de viúva;
Você sabe né... Que estamos em ano eleitoral;
Você sabe né... Que a Record está transmitindo as Olimpíadas;
Você sabe né... Que um americano atirou na galera durante a sessão do filme do Batman;
Você sabe né... Que vai ter show da Lady Gaga em Novembro.

Banalizamos tudo. Só nos falta ser desimportante. E talvez eu deva deixar você ir de vez. Afinal, acabo de descobrir que sou uma pessoa completamente sem assunto, pouco interessante, incompleta, silenciosa.


sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Gordinha é o caralho!


Os leitores do meu blog que também estão por dentro dos acontecimentos da minha vida têm me cobrado um post sobre minhas experiências cirúrgicas. E hoje, durante a aula, eu li um texto muito bem escrito sobre aceitação corporal*. Com isso, surgiu uma leve inspiração. Bem leve mesmo, pois ainda não me sinto preparada para compartilhar dores e delícias tão profundas. Principalmente porque esses acontecimentos não foram opcionais, foi um fardo que a vida me deu e que eu tive que carregar. Meio serviço de formiga, sabe? Colocar uma folhinha por vez nas costas e atravessar um longo caminho. Precisei tirar paciência de partes da minha mente que eu não sabia que existiam.

A dona do blog que eu não sei quem é disse que passou a enxergar a beleza do próprio corpo depois que encontrou "Alguém gostava dos meus seios não tão empinados e achava que aquela gordurinha atrás dos joelhos, que só as pernas roliças têm, são mordíveis". Achei fofo, principalmente a parte das gordurinhas atrás do joelhos serem mordíveis [mesmo porque eu ainda as tenho, e não gosto nenhum pouco]. Mas, digo que esse tipo de aceitação NÃO É UMA ACEITAÇÃO. Afinal, aceitação não têm absolutamente nada haver com o julgamento de outras pessoas. Se você precisa fazer os olhos de alguém brilharem para se sentir atraente, te digo que sua autoestima é uma ilusão e que no primeiro pé-na-bunda-encontrar-ele-com-uma-mais-gostosa o seu mundo vai ruir e você voltará a se sentir uma gordinha inútil. E aí, minha amiga, não adianta cantar FireWork em frente ao espelho... não tem solução!

Aceitação é entender que existem somente duas coisas que são verdadeiramente suas: sua palavra e seu corpo. Ok, sabendo que seu corpo é apenas seu, você precisa aprender a respeitá-lo e tentar compreender como ele funciona. Porque as peças mais miúdas dessa máquina são extremamente individuais. Feito isso, você precisa manter o comando da sua vida nas suas próprias mãos. Dessa forma, terá segurança para se sentir linda mesmo quando estiver com o cabelo oleoso da TPM, as unhas roídas, depilação por fazer, 5 quilos de pança e retenção de liquido, usando calça de moletom e chinelo havaiana tira azul clara.

E todo meu discurso sobre esse assunto é cheio de propriedade. Nos últimos dois anos perdi uma quantidade enorme de peso [e não foi por vontade própria não, por que por mim eu estaria comendo 10 mil calorias de coisas gostosas diariamente] e nos últimos meses perdi uma quantidade enorme de medidas [na base da cirurgia plástica]. Claro que eu me incomodava muito em ser gorda [gordinha é o caralho!] e estou mais feliz com o meu corpo de hoje, mas também sinto falta dos meu decotão cheio de propriedade, da minha bochechona rosada e fazer todos os limões azedos excelentes limonadas. Hoje meu manequim é tamanho 42, e meu ex-namorado pragueja que eu não ganhei absolutamente nada com isso. Na verdade, ganha-se aqui, perde-se ali.

Compreendem como tudo isso é contraditório? Quando eu era "a gordinha", "a que-rosto-lindo", passava a perna em tudo quanto era mulher de mini-shortinhos [risos]. É verdade, não passei um dia solteira durante o meu período menos atraente fisicamente, digamos assim. Pelo contrário, se você perguntar para meu ex-namorado ele vai elogiar cada centímetro do meu antigo corpo. E se você perguntar para as mulheres de mini-shortinhos elas mostraram toda sua revolta [me lembro do dia em que estava dentro da cabine do banheiro da faculdade e ouvi umas piriguetes dizendo "inacreditável que aquela gorda tem namorado e eu não" - sinto pena]. E sabe porque eu nunca perdi nada, independente do tamanho da circunferência? Porque eu sempre tive a minha vida nas mãos. Porque pode tudo mudar, mas meus valores continuam os mesmos.

Eu nunca me achei bonita porque alguém estava me achando bonita. É exatamente o contrário, eu sempre fiz todo mundo reconhecer a minha beleza porque sempre valorizei tudo o que existiu/existe/existirá no meu corpo. E podem todos os homens do mundo elogiarem o tamanho da minha coxa, mas estou de saco cheio delas e serão as próximas a entrarem na faca. Porque eu não gosto. Porque eu não quero. Porque o corpo é meu e eu faço o que quiser com ele.

E você, faça o que quiser com o seu.
E deixe que alguém morda suas gordurinhas atrás do joelho! (; 


quinta-feira, 2 de agosto de 2012

"Perdão Deus, mas eu vou pecar!"


Eles não eram 3. 
Eles eram 2 + 1. Difícil identificar qual dos dois se apodera do solitário número 1, e qual está abrigado no 2. Ainda vamos descobrir. Espero! 
Quando, numa noite, a inquietude pede espaço, ela já vai adiantando "Perdão Deus, mas eu vou pecar!". 
Decidida a dizer não, gritar, "Chegou o dia de dizer tudo e dar um ponto final", um sorriso goupeia seus joelhos. 

São risadas, gargalhadas. Não sei se outra pessoa seria capaz de provocar cócegas na sua barriga. E no meio de tudo, a cabeça pára, a sirene toca, o letreiro Warning Sign se acende. Então, pouco a pouco, independente do contexto, a pessoa mais linda e simples invade a sua mente. Começa uma guerra. Afinal, quem está disposto a aguardar por uma coisa que talvez não dê em nada? E piora quando, apesar de sua simplicidade, parece não se importar. Em comum? Excesso de interesses próprios - Um para o bem, outro para o mal. Com propriedade esse debate foi induzido. Mas vai dar. Mas vai dar. Mas vai dar. Já disse que VAI. DAR. No final, é tudo uma questão de dar ou não dar. Nós, sempre lidando com extremos. 

A grande questão é o que fazer com os longos dias que passou desejando uma cena e agora que Ele está ali, com o mundo numa bandeja para oferecê-la, ela recusa: "Perdão, mas eu vou aguardar!"