Pode seguir a tua estrela, o teu brinquedo de 'star'
Fantasiando um segredo no ponto a onde quer chegar
O teu futuro é duvidoso eu vejo grana, eu vejo dor
No paraíso perigoso que a palma da tua mão mostrou
Quem vem com tudo não cansa!
Cazuza, meu bem, você realmente sabe das coisas (;
Vivi a semana atormentada por uma dúvida. Passamos tanto
tempo juntas, nos tornamos tão íntimas que resolvi nomeá-la de Martelada. Cada
vez que surgia, nas horas mais inoportunas, funcionava mesmo como uma Martelada
gigante no meu cérebro. Ser ou não ser, eis a questão. Ir ou ficar, eis a
questão. Ó dúvida cruel. Ó dúvida sem jeito. Ó grande e divina Martelada!
E como se não fosse atormentação suficiente, beirando o fim
da semana, surge uma dúvida em outra pessoa. E não suficiente em também
duvidar, o individuo faz questão de compartilhá-la comigo. Calma aí, rapaz! Eu
já tenho minha Marteladinha, fique você com a sua. Se ainda fosse uma dúvida
coerente, produtiva, mas não. Enfim, não poderia esperar nada de diferente de
você. Estou rindo antecipadamente da síncope nervosa que você sofrerá ao ler
esse post. E o mais legal é que vou projetar uma nova dúvida: "Será que
isso é uma indireta para mim?".
Indireta, não. É uma direta das mais certeiras. E dessa vez
é para você. Porque graças ao seu narcisismo acordei de muito bom humor. Dormi
rindo, acordei gargalhando. As pessoas ficam perdendo tempo assistindo vídeos
de StandUp e repetindo memês, sendo que a coisa mais engraçada do mundo é ver
um ser humano se auto humilhar a troco de nada. A verdade é que "se o cara
nasce mané, cresce mané, morre mané... OH OH OH". Não lembrava da sua
existência até o instante do compartilhamento da dúvida. Salvo os momentos em
que minha amiga usava seu nome como exemplo comparatório para outras pessoas
bizarras e decepcionantes. A verdade é que você virou uma espécie de parâmetro.
Sempre sendo menosprezado por outros nomes tão desimportantes quanto. Mas, foi
divertido. E também consigo compreender que ao passar tanto tempo falando sobre
mim, você espera que eu também fale sobre você. Seu pedido é uma ordem! Sempre
admirei sua inteligência, apesar de ser bem mal aplicada. Aproveito o momento
para dizer que não, você não é tão bom quanto diz, você não tem tantas coisas
quanto diz, você não é um partido alto. Você é um cara do interior. E caras do
interior jamais serão convidados para a minha vida na cidade grande. Não sofra.
Pelo menos você sabe traduzir Psycho Killer, eu não.
Muito muito muito muito melhor
Fu fu fu fu fu fu fu fu fugir
É tão triste não saber se divertir.
Mas, voltando ao que realmente importa [no caso, qualquer
outra coisa no mundo], a tal da dúvida da semana. Para saná-la realizei
inúmeros testes: 'se eu olhar no relógio e o último número for ímpar, vai dar
certo!', 'se meu telefone apitar nos próximos cinco minutos, vai dar certo!',
'se chover sapos, vai dar certo!'. Enfim, sofri de ânsias da ansiedade. Até
que, milagrosamente, veio a lucidez. Jamais saberei se vai dar certo, se vai
ser bom, se essa é realmente a minha vontade, se as expectativas serão
alcançadas, se as primeiras emoções realmente já foram consumidas, etc, etc,
etc, se eu não fizer. A dúvida só vai embora depois da experiência. E
honestamente, não tenho certeza absoluta se estamos lidando com uma dúvida,
embora eu até tenha dado um nome para ela, enfim. Ou, se é mais uma espécie de
'coisa que eu quero muito, mas estou insegura e com a sensação de que alguém utopicamente/teoricamente
perfeito está aprontando uma para mim'. [Será que isso é um sinal de que ando sendo muito maltratada pela vida, ou o extremo oposto? - Fica aí uma outra dúvida para a próxima semana] Não seria a primeira vez que a
sociedade sambaria na minha cara, mas vamos lá. Me deixa tentar, me deixa
descobrir. Só quero compartilhar alegrias [não é só o que eu quero, mas faz de
conta]. Não é atoa que estou cantarolando essa música. Me deixa, vai. Me deixa
seguir a tua estrela, a minha estrela, o nosso brinquedo de 'star'.
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