quarta-feira, 25 de julho de 2012

Se houver a greve... O grito!


O que vai ser da minha vida se a universidade entrar em greve? Uma sensação horrível de que todo o meu destino será decidido na próxima quarta-feira. E isso não é verdade. Não pode ser verdade. Eu tenho que ser/ter mais do que um curso universitário. Enfrentar uma greve agora seria um caos. 

Vamos aos fatos.

Cinco anos atrás, quando eu ainda era uma garotinha de família, decidi que o melhor seria ir embora para uma terra muito muito muito distante. A terra do pé vermelho. 

Como eu imaginava ser minha vida: Eu iria morar num flat, tendo uma empregada 24 horas a minha disposição. Estudar as coisas mais legais do mundo, fazendo de mim a intelectual mais famosa do Brasil. Seria amiga de todos os cabeludos paranaenses e frequentaria uma cena rock'n'roll super badalada. Acordaria tarde, e linda, todos dias. Faria compras, tomaria banho de banheira, e nada poderia dar errado. 

Como foi a minha vida: Fui morar numa republica imunda com outras três meninas - uma ladra, uma porca, uma xarope. Nos cinco anos de curso tive um aproveitamento intelectual de aproximadamente 40%, visto que mais da metade das coisas que aprendi são inuteis, cansativas e repetitivas. E claro que não sobrou tempo para me dedicar as paixões. Conheci muitas pessoas, mas passei tempo demais com um cabeludo só. As festas sempre foram bem divertidas, mas nunca acordei linda no dia seguinte e muito menos tinha uma banheira para tomar banho. Dinheiro contado, compras de vez em quando parceladas em mil prestações, e muita coisa deu errado.

Apesar das coisas terem sido bem diferentes do programado, também foram divertidas. Uma grande experiência. E agora chegou o final, faltam pouquíssimos meses, pouquíssimos momentos, pouquíssimas coisas inuteis para serem aprendidas. E no momento da despedida encontra-se a possibilidade de romper esse percurso e depois, de alguma forma bizarra, ter que continuá-lo. Não, não vejo a possibilidade de quebrá-lo. Isso simplesmente não pode acontecer. Por isso, nesse momento, estou tendo uma conversa muito séria com Deus. E ele sabe, é agora ou nunca. 

Se numa remota possibilidade longínua aconteça mesmo a tal greve, e no ano que vem eu tenha que voltar pra cá concluir os dois últimos bimestres de faculdade?

Como eu imagino que vá ser minha vida: Vou organizar uma festa de comemoração ao prolongamento das férias. Voltar no clima de alegria para passar mais um tempo na casa dos meus pais. Passear, fazer muita festa, acordar tarde todos os dias, e tomar muitos banhos de banheira. Depois de estar bem relaxada e recomposta, fazer minha mudança para Campinas e começar uma nova faculdade. Arranjar um emprego super legal no qual eu trabalhe pouco, ganhe muito, e possa aperfeiçoar meus talentos artísticos. Acordar linda todos os dias, e viver numa liberdade incontestável. Levarei de Maringá os bons amigos, as boas lembranças, aprendizado e nenhuma saudade. [só vai faltar o mais importante: o diploma. mas, eu tentei, e não posso fazer nada, vai reclamar com a Seetemar!] 

Como vai ser minha vida:  

Não poderia terminar esse post se não com um... * profundo suspiro *. 




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